sábado, 4 de outubro de 2014

Chegada no Irã - primeiras impressões e curiosidades


Simpatia é a palavra que melhor define a primeira sensação que se tem ao chegar no Irã. É incrível como as pessoas daqui são simpáticas, começando pelo policial da imigração. Infelizmente tive que ouvir que ele adora Neymar. Quando penso na França vem logo à mente Victor Hugo, Proust, quando penso na Inglaterra penso em Isaac Newton, Shakespeare, e quando o iraniano pensa no Brasil vem à mente a peste do Neymar. É foda!!!

O aeroporto fica bem longe do centro, aliás longe pra cacete, mas a viagem de taxi é barata. Conhecemos 3 alemães no aeroporto e rachamos um taxi grande, que custou 900.000 rials, o que dá uns 80 reais. Motorista muito atencioso, trocamos algum diálogo, ele em persa e eu em português, e nos despedimos com a sensação de que somos amigos.

Aliás, pegar táxi é uma aventura no Irã porque eles não têm taxímetro, de forma que as corridas são negociadas na hora, sendo que não pegamos nenhum taxista que sequer arranhe no inglês. A técnica de negociação é escrever os números num papel ou ficar adicionando ou retirando as notas de dinheiro, até chegar na quantia acordada pelas partes.

Falando em quantia, outra confusão. A moeda oficial daqui é o Rial, mas eles também usam o Toman, que vale 10 vezes mais que um Rial, sendo que as notas vêm em Rial. Ou seja, quando alguém fala que tal coisa custa 10.000 você precisa saber se é Rial ou Toman, porque neste caso vai custar uma nota de 100.000 Rials. Parece bobagem, mas dá uma confusão danada para marinheiros de primeira viagem.

Chegamos no hotel bem cedo e por intuição, sorte ou proteção divina o hotel (Sepehr, da rede Melal) era muito legal, num bairro muito legal. Nosso quarto é imenso e já me fez pensar se realmente preciso de uma casa do tamanho da que estou construindo. Seguem fotos da entrada no hotel e do quarto.






Depois de descansar da longa viagem, fomos andar pelo bairro e descobrir o quão bonitas e charmosas são as mulheres daqui. Todas usam um véu cobrindo a parte de trás dos cabelos e raras cobrem toda a cabeça (usam Chador). Bem maquiadas, fumando, indo aos cafés e restaurantes com amigas, rindo, trocando olhares, num nível muito mais interessante e elegante do que encontramos em 98% do território brasileiro e 99,99% do território sergipano.

Aliás, um fato interessante foi observar todas as mulheres no avião colocando o véu, assim que o vôo aterrissou em Teerã. Curioso porque estas mesmas mulheres estavam sem usar o véu no aeroporto de Istambul.

Uma curiosidade sobre o bairro são as calçadas, muitas delas com uma largura minúscula, que mal passa uma pessoa de lado. Isso quando tem calçada! 



Por outro lado, prédios suntuosos e um charme que não consigo definir. Só sei que gostamos muito e que nos causou uma sensação de bem estar.

Terminamos o dia num restaurante de comida internacional, sem nada a acrescentar. Estávamos cansados e sem condições de explorar possibilidades mais interessantes de culinária iraniana. Contudo, valeu pela nossa primeira experiência de tomar suco de Romã. Maravilhoso!

(SB)

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