Simpatia
é a palavra que melhor define a primeira sensação que se tem ao
chegar no Irã. É incrível como as pessoas daqui são simpáticas,
começando pelo policial da imigração. Infelizmente tive que ouvir
que ele adora Neymar. Quando penso na França vem
logo à mente Victor Hugo, Proust, quando penso na Inglaterra penso
em Isaac Newton, Shakespeare,
e quando o iraniano pensa no Brasil vem à mente a peste do Neymar. É
foda!!!
O
aeroporto fica bem longe do centro, aliás longe pra cacete, mas a
viagem de taxi é barata. Conhecemos 3 alemães no aeroporto e
rachamos um taxi grande, que custou 900.000 rials, o que dá uns 80
reais. Motorista muito atencioso, trocamos algum diálogo, ele em
persa e eu em português, e nos despedimos com a sensação de que
somos amigos.
Aliás,
pegar táxi é uma aventura no Irã porque eles não têm taxímetro,
de forma que as corridas são negociadas na hora, sendo que não
pegamos nenhum taxista que sequer arranhe no inglês. A técnica de
negociação é escrever os números num papel ou ficar adicionando
ou retirando as notas de dinheiro, até chegar na quantia acordada
pelas partes.
Falando
em quantia, outra confusão. A moeda oficial daqui é o Rial, mas
eles também usam o Toman, que vale 10 vezes mais que um Rial, sendo que
as notas vêm em Rial. Ou seja, quando alguém fala que tal coisa
custa 10.000 você precisa saber se é Rial ou Toman, porque neste
caso vai custar uma nota de 100.000 Rials. Parece bobagem, mas dá
uma confusão danada para marinheiros de primeira viagem.
Chegamos
no hotel bem cedo e por intuição, sorte ou proteção divina o
hotel (Sepehr, da rede Melal) era muito legal, num bairro muito legal. Nosso quarto é imenso
e já me fez pensar se realmente preciso de uma casa do tamanho da que estou
construindo. Seguem fotos da entrada no hotel e do quarto.
Depois
de descansar da longa viagem, fomos andar pelo bairro e descobrir o
quão bonitas e charmosas são as mulheres daqui. Todas usam um véu
cobrindo a parte de trás dos cabelos e raras cobrem toda a cabeça
(usam Chador). Bem maquiadas, fumando, indo aos cafés e restaurantes
com amigas, rindo, trocando olhares, num nível muito mais
interessante e elegante do que encontramos em 98% do território
brasileiro e 99,99% do território sergipano.
Aliás, um fato interessante foi observar todas as mulheres no avião colocando o véu, assim que o vôo aterrissou em Teerã. Curioso porque estas mesmas mulheres estavam sem usar o véu no aeroporto de Istambul.
Uma curiosidade sobre o bairro são as calçadas, muitas delas com uma largura minúscula, que mal passa uma pessoa de lado. Isso quando tem calçada!
Por outro lado, prédios suntuosos e um charme que não consigo definir. Só sei que gostamos muito e que nos causou uma sensação de bem estar.
Aliás, um fato interessante foi observar todas as mulheres no avião colocando o véu, assim que o vôo aterrissou em Teerã. Curioso porque estas mesmas mulheres estavam sem usar o véu no aeroporto de Istambul.
Uma curiosidade sobre o bairro são as calçadas, muitas delas com uma largura minúscula, que mal passa uma pessoa de lado. Isso quando tem calçada!
Por outro lado, prédios suntuosos e um charme que não consigo definir. Só sei que gostamos muito e que nos causou uma sensação de bem estar.
Terminamos
o dia num restaurante de comida internacional, sem nada a
acrescentar. Estávamos cansados e sem condições de
explorar possibilidades mais interessantes de culinária iraniana. Contudo, valeu pela nossa primeira experiência de tomar suco de Romã. Maravilhoso!
(SB)
(SB)





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