domingo, 5 de outubro de 2014

Segundo dia - Museu Nacional do Irã e ou TAAROF


Bom, depois do tempo bem aproveitado na loja de CDs e da casquinha de música iraniana proporcionada pelo nosso amigo, fomos ao...Museu Nacional do Irã, o principal museu de arqueologia do país. A entrada é uma meia abóbada de tijolos, que dá a impressão de uma caverna.




O arquiteto foi um tal de Godard, mas não é o cineasta, não. André Godard (francês)foi um arqueólogo e arquiteto que formou a primeira escola de arquitetura em Teerã. E, passando pela abóbada de tijolos, começamos a visita. Tudo muito interessante, mas vários rótulos dos objetos expostos não informam a data. Mesmo assim, sabemos tratar-se de peças do sexto, quinto séculos antes de Cristo. Tem de objetos muito pequenos (uma agulha, estatuetas de animais, vasinhos, potinhos, etc.) a coisas grandes, como a parte inferior da famosa estátua de Darius (somente metade e mesmo assim GRANDE), suntuosa e carregando os emblemas dos 24 povos que faziam parte do Império Aquemênida.

E foi aí que vi...e foi aí que vi algo que queria ver desde os tempos do colégio: em granito, a fachada com a representação da coroação de Xerxes I com Darius, seu pai, sentado em trono real.  Maravilha!!! As figuras estão todas de lado, como se fora uma fila. Conhecemos mais esta disposição de figuras na arte egípcia. Fiquei uns dez minutos vendo a cerimônia de coroação de Xerxes e a estátua de Darius. Depois ainda vimos exemplos de escrita cuneiforme, mais vasos, leões, adagas, etc. Foi quando, às 16:50h, um funcionário veio até nós e foi logo avisando: “Time End”, “Time End”, querendo dizer, claro, que o expediente estava encerrado.

Saímos do local, fumei um cigarro e comentei com Saulo sobre o antigo desejo realizado. Andando pela rua lateral do museu, esta com calçadas largas(Rua Tir), fomos à procura do restaurante Gol-e Rezaiyeh (endereço:30 Tir St.) conforme indicação no blog de Carolina Dutra. Infelizmente, estavam fechando o restaurante, que ficaria fechado no dia seguinte por causa do feriado religioso.



Voltamos então em direção ao museu para pegar um taxi de volta para o hotel. Pegamos um taxi bem rodado e amassado, com um senhor de idade bastante simpático. Acertou o preço de 200.000 rials e concordamos. Mas eis que, ao chegarmos ao nosso destino, aconteceu o TAAROF.

Taarof “é a aceitação implícita da mentira”(como diz Samy Adghirni no livro OS IRANIANOS). O que aconteceu foi que, quando fomos pagar o taxi, o senhor motorista simpático disse que não era preciso pagar!!!! Como eu já tinha lido sobre esse comportamento ou jogo de etiqueta, insisti para que ele recebesse o pagamento. Foi embora contente e nós também, agradecendo mersee, merssee...

Bastou chegarmos à recepção do hotel para sabermos duma apresentação de ZURKHANEH dentro de uma hora e quinze!

(FC)

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