Bom,
depois do tempo bem aproveitado na loja de CDs e da casquinha de
música iraniana proporcionada pelo nosso amigo, fomos ao...Museu
Nacional do Irã, o principal museu de arqueologia do país. A
entrada é uma meia abóbada de tijolos, que dá a impressão de uma
caverna.
O
arquiteto foi um tal de Godard, mas não é o cineasta, não. André
Godard (francês)foi um arqueólogo e arquiteto que formou a primeira
escola de arquitetura em Teerã. E, passando pela abóbada de
tijolos, começamos a visita. Tudo muito interessante, mas vários
rótulos dos objetos expostos não informam a data. Mesmo assim,
sabemos tratar-se de peças do sexto, quinto séculos antes de
Cristo. Tem de objetos muito pequenos (uma agulha, estatuetas de
animais, vasinhos, potinhos, etc.) a coisas grandes, como a parte
inferior da famosa estátua de Darius (somente metade e mesmo assim
GRANDE), suntuosa e carregando os emblemas dos 24 povos que faziam
parte do Império Aquemênida.
E
foi aí que vi...e foi aí que vi algo que queria ver desde os tempos
do colégio: em granito, a fachada com a representação da coroação
de Xerxes I com Darius, seu pai, sentado em trono real. Maravilha!!!
As figuras estão todas de lado, como se fora uma fila. Conhecemos
mais esta disposição de figuras na arte egípcia. Fiquei uns dez
minutos vendo a cerimônia de coroação de Xerxes e a estátua de
Darius. Depois ainda vimos exemplos de escrita cuneiforme, mais
vasos, leões, adagas, etc. Foi quando, às 16:50h, um funcionário
veio até nós e foi logo avisando: “Time End”, “Time End”,
querendo dizer, claro, que o expediente estava encerrado.
Saímos
do local, fumei um cigarro e comentei com Saulo sobre o antigo desejo
realizado. Andando pela rua lateral do museu, esta com calçadas
largas(Rua Tir), fomos à procura do restaurante Gol-e Rezaiyeh
(endereço:30 Tir St.) conforme indicação no blog de Carolina Dutra.
Infelizmente, estavam fechando o restaurante, que ficaria fechado no
dia seguinte por causa do feriado religioso.
Voltamos
então em direção ao museu para pegar um taxi de volta para o
hotel. Pegamos um taxi bem rodado e amassado, com um senhor de idade
bastante simpático. Acertou o preço de 200.000 rials e
concordamos. Mas eis que, ao chegarmos ao nosso destino, aconteceu o
TAAROF.
Taarof
“é a aceitação implícita da mentira”(como diz Samy Adghirni
no livro OS IRANIANOS). O que aconteceu foi que, quando fomos pagar
o taxi, o senhor motorista simpático disse que não era preciso
pagar!!!! Como eu já tinha lido sobre esse comportamento ou jogo de
etiqueta, insisti para que ele recebesse o pagamento. Foi embora
contente e nós também, agradecendo mersee,
merssee...
Bastou chegarmos à recepção do hotel para sabermos duma apresentação de ZURKHANEH dentro de uma hora e quinze!



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