No segundo
dia em Esfahan, depois de visitarmos Masjid-i Jami (pronuncia-se
DJOMÊ, leia a respeito numa outra postagem), fomos conhecer uma
catedral cristã, no setor armênio da cidade. Esta catedral, chamada
Vank, inclui uma igreja (São José de Arimatéia), um museu e outros
edifícios menores. Surpreendente encontrar uma igreja tão
ornamentada com representações bíblicas e santos, em contraste com
o modelo de ornamentação das mesquitas, onde não encontramos
representação de figuras, à exceção de afrescos, em alguns
poucos lugares.
Vale a
pena visitar a catedral Vank! E também o museu, onde há inúmeros
exemplares de livros cristãos armênios, livros de orações muito
antigos (século catorze, por exemplo). E dois Phylactery, rolos
de orações para serem usados no braço enquanto se reza
(interessante!).
Antes da
visita fomos almoçar num outro restaurante recomendado pelos guias,
que fica dentro do hotel Julfa, na Hakim Nezami Av. O restaurante se
chama Khan Gostar Restaurant e fomos muito bem atendidos por um
indiano, com aparência mais iraniana do que indiana, que falava um
inglês perfeito.
Ele me
recomendou um prato chamado Tahchin Barreh, que é uma coxa de
carneiro cozida no vapor, acompanhada por arroz com romã (excelente
combinação) e por dois bolos de arroz. É como se fosse uma torta
de arroz, com açafrão, que tem um lado levemente queimado
(durinho), na parte que deve ter sido exposta ao cozimento. E eu, FC,
comi salmão grelhado com legumes;e um pedaço do bolo de arroz do
amigo.
Bem
gostoso o prato, mas minha escolha da culinária de Esfahan é o
Beryani, que comi no restaurante que fica ao lado da praça Maydan
Iman.


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