Hoje fomos
visitar o Museu de Cerâmica e Vidro, mas infelizmente estava
fechado. Na segunda-feira muitos museus fecham e como ontem foi
feriado nacional, acabamos visitando menos museus do que gostaríamos.
Bem perto
do Museu de Cerâmica e Vidro, fomos almoçar num restaurante
charmosinho, chamado Gol-e Rezaiyeh, que fica na rua Tir, número 30.
Lugar muito simpático, cheio de fotografias de astros do rock e do
cinema.
No som ambiente, inicialmente jazz. Depois eles partiram
para Queen, mas o disco devia estar riscado ou a agulha suja, porque
ficou um tempão pulando, sem ninguém tomar atitude. Depois veio “As
time goes by”, em duas versões, ambas cantadas por intérpretes
caribenhos, aparentemente cubanos. Perto do fim, veio Sting
cantando em espanhol aquela música que o imortalizou no Brasil como
um chato. Para quem não se lembra, segue trecho da música em
português, obedecendo o sotaque do Sting.
“E
amanhan
A tchuva
levaurá
O tsangue
que a lutcha
Deitshow
derruamar
Que fruadgilidad, que fruadgilidad"
A
decoração do lugar era também legal, mas a comida não era nada de
especial. Comi um prato de origem russa, segundo o garçom, que na
verdade era uma espécie de almôndega com salada e batata. Vale
apenas pelo charme, mas nem de longe uma experiência gastronômica
digna de nota.
Saímos a
pé em direção ao Museu de Arte Contemporânea na Kargar st e no caminho
encontramos uma livraria com fisionomia simpática. Entramos e
Fernandinho foi perguntar se eles tinham a edição recém traduzida
para a língua persa do livro Quincas Borba, do Machado de Assis. Bom, quando
Fernandinho tomou esta decisão, de tentar comprar Machado de Assis
em Teerã, eu pensei “tamo fudido. Ele vai gastar meia hora somente
para o cara entender o nome do escritor”.
Incrivelmente,
assim que Fernandinho mencionou o nome do autor, o cara da loja disse
que eles tinham 2 livros do Machado de Assis, Memórias Póstumas de
Brás Cubas e Dom Casmurro, mas que infelizmente Quincas Borba ainda não,
provavelmente porque o livro foi lançado mas não chegou às
livrarias. Eu quase cai de costas!! Me lembrei na hora de uma vez que
fui na livraria Escariz, em Aracaju, e pedi Julio Verne e o vendedor
perguntou se era música clássica.
O duro foi
achar resposta para a pergunta do vendedor, que queria saber quais
autores da literatura iraniana os brasileiros mais gostavam.
Ah,
chegamos tarde no Museu de Arte Contemporânea. Já estava fechando. Aí ficamos sentados no parque ao lado do museu.
(SB e FC)


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