segunda-feira, 6 de outubro de 2014

Restaurante e Machado de Assis


Hoje fomos visitar o Museu de Cerâmica e Vidro, mas infelizmente estava fechado. Na segunda-feira muitos museus fecham e como ontem foi feriado nacional, acabamos visitando menos museus do que gostaríamos.

Bem perto do Museu de Cerâmica e Vidro, fomos almoçar num restaurante charmosinho, chamado Gol-e Rezaiyeh, que fica na rua Tir, número 30. Lugar muito simpático, cheio de fotografias de astros do rock e do cinema. 



No som ambiente, inicialmente jazz. Depois eles partiram para Queen, mas o disco devia estar riscado ou a agulha suja, porque ficou um tempão pulando, sem ninguém tomar atitude. Depois veio “As time goes by”, em duas versões, ambas cantadas por intérpretes caribenhos, aparentemente cubanos. Perto do fim, veio Sting cantando em espanhol aquela música que o imortalizou no Brasil como um chato. Para quem não se lembra, segue trecho da música em português, obedecendo o sotaque do Sting.

“E amanhan
A tchuva levaurá
O tsangue que a lutcha
Deitshow derruamar
Que fruadgilidad, que fruadgilidad"

A decoração do lugar era também legal, mas a comida não era nada de especial. Comi um prato de origem russa, segundo o garçom, que na verdade era uma espécie de almôndega com salada e batata. Vale apenas pelo charme, mas nem de longe uma experiência gastronômica digna de nota.

Saímos a pé em direção ao Museu de Arte Contemporânea na Kargar st e no caminho encontramos uma livraria com fisionomia simpática. Entramos e Fernandinho foi perguntar se eles tinham a edição recém traduzida para a língua persa do livro Quincas Borba, do Machado de Assis. Bom, quando Fernandinho tomou esta decisão, de tentar comprar Machado de Assis em Teerã, eu pensei “tamo fudido. Ele vai gastar meia hora somente para o cara entender o nome do escritor”.

Incrivelmente, assim que Fernandinho mencionou o nome do autor, o cara da loja disse que eles tinham 2 livros do Machado de Assis, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Dom Casmurro, mas que infelizmente Quincas Borba ainda não, provavelmente porque o livro foi lançado mas não chegou às livrarias. Eu quase cai de costas!! Me lembrei na hora de uma vez que fui na livraria Escariz, em Aracaju, e pedi Julio Verne e o vendedor perguntou se era música clássica.

O duro foi achar resposta para a pergunta do vendedor, que queria saber quais autores da literatura iraniana os brasileiros mais gostavam.
 
Ah, chegamos tarde no Museu de Arte Contemporânea. Já estava fechando. Aí ficamos sentados no parque ao lado do museu.



(SB e FC)

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